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Diferenças Culturais

Gafes Culturais – PlayDate I

Aqui tem nome para tudo. Assim “amiguinho vem em casa brincar” é playdate. São duas, no máximo três, horas. Tudo muito organizado, com hora para começar e hora para terminar.

Entrei nessa para me livrar de outra roubada: corrente de stickers (adesivos) que a Lele recebeu pelo correio. Mandei um email agradecendo a mãe da menina e avisando que a Lele não ia participar. Email vai, email vem… “minha filha não para de falar na Helena, vamos marcar um playdate?”

Pronto! Lá vou eu.

Consultada as bases, todas as regras entendidas e estabelecidas, convidei a menina com a mãe e o irmão para virem um dia depois da escola. Seguindo a etiqueta regional que não está escrita em nenhum lugar, perguntei se tinham alguma restrição de comida para o lanche e preparei um bolo de iogurte e servi com suco de laranja e umas frutinhas.

Tudo correu muito bem, brincaram enquanto falávamos de amenidades. O relógio começou a soar as badaladas e a turma começou a virar abóbora. Duas horas e trinta e uma desculpa para ir embora. Ótimo.

Mas criança é criança em qualquer lugar do mundo e isso é muito interessante de ver: em qual momento eles perdem a espontaneidade e se tornam cidadãos americanos.

A menina, que realmente adora a Lele, começou a espernear que não queria embora. Nunca vi uma tentativa de apatia tão grande. Sem se alterar, ela ameaçou ir embora (com uma cara de “morta de vergonha”) enquanto a pobre jogada no chão dizia que queria ficar.

Conclusão: mãe e filho saíram e largaram a menina chorando na porta. Não sabia como reagir, se me metia, levava a menina até o carro. Acho que eu estava com mais vergonha que ela. Tenho filhos e sei que eles podem dar esse show a qualquer hora e em qualquer lugar. Mas eu vou dar uma bronca bem dada, segurar no braço e arrastar até o carro e normal. Qualquer um (brasileiro) entenderia e talvez fizesse o mesmo. Não foi a primeira vez que vi esse tipo de reação das mães americanas. Elas mantém o padrão de não dar barraco com as crianças em público.

Superada a despedida, mandei um email agradecendo a visita conforme manda a cartilha. Para minha surpresa (nem tanto assim, a cartilha diz que sempre tem que retribuir) ela nos convidou para um novo playdate, agora na casa dela.

Mas essa história merece um post a parte…

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Sobre Hearts and Minds

Avessa a mudanças, tive a grata surpresa de descobrir que tudo pode mudar. Menos as coisas mais importantes da vida. Porque aquilo que não toca no coração, não fica na mente.

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