Se tudo fosse do jeito que queríamos, de que serviria a resiliência. Se tudo fosse do jeito que queríamos, de que serviria a felicidade da conquista. Se tudo não fosse do jeito que queríamos, de que serviriam os sonhos?
A vida é um doce balanço entre sonhar, lutar e conquistar com tentar, frustar e aceitar. Aquela combinação delicada de opostos. Como um balanço, não um cabo de guerra. Porque embora ambos precisem do contraponto, as intenções são diferentes. Equilíbrio e força. Com e contra. Junto e contrário. Parceiro e oponente. Compor e vencer.
O desafio de achar a mesma graça em poder estar no ponto mais alto, com muita adrenalina e com a melhor vista e, ao mesmo tempo, ser o suporte para que o outro aproveite ao máximo seu momento. Ou querer tanto e resistir com toda a força para que o outro esteja do meu lado mesmo sabendo que apenas um será o vencedor. A sutil diferença entre estar junto do outro e estar apenas consigo mesmo.
De que serviria a resiliência se não quiséssemos perseguir os sonhos? De que serviria a felicidade da conquista se não sonhássemos? De que serviriam os sonhos se não os realizássemos? De que adiantaria realizá-los se não pudermos compartilha-los?

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