
E mais uma vez o ano vai se acabando, e o cansaço pesa nos gestos. Ainda assim, algo insiste em nascer, não nos céus, mas na alma.
Diz a lenda que a esperança prefere lugares simples. Ela não chega de forma avassaladora, mas em silêncio: uma chama pequena, um coração que reaprende a confiar, um mundo que, por um instante, aceita recomeçar.
As estrelas não apontam um destino distante, mas o agora. E lembram que toda noite guarda um recomeço, e que recomeçar é um ato de coragem delicada.
Então, fazemos esse pacto invisível: acreditar que o amor ainda encontra passagem, que a luz pode ser refeita, e que, mesmo depois de tudo, a vida insiste em dizer sim.
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