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Pensamentos

A Vida é Filme – Episódio de Hoje: A festa da firma

O post de hoje está menos para Hollywood e mais para Cilada. O que me faz continuar refletindo sobre os estereótipos e como nos deixamos fazer parte deles.

Imagine o cenário: resort na América Central com o mar azul, de uma beleza incrível. Chegamos no domingo e quando fomos jantar, ao lado do restaurante, tinha uma mesa com um cartaz, em português, de um montadora de veículos. Algum planejamento de fim de ano ou atividade de integração, qualquer coisa que o RH tente disfarçar o “bunda-lele” que ia ser.

Para a nossa NÃO surpresa, no dia seguinte o cartaz dizia apenas “Jantar de Boas Vindas”. No outro dia, “Dia Livre”. E assim foi a programação até sexta-feira que tinha além do “Dia Livre”, um luau.

Nesse meio tempo, inevitável trocar algumas palavras com as pessoas, ainda mais quando se tem filho, e impossível não identificar os brasileiros. Sempre muito expansivos e falantes, descobrimos, SEM perguntar, que era um prêmio para os melhores vendedores de todo o país.

Pensei eu nos meus tempos corporativos e já achei um pouco demais, mas como nunca trabalhei num setor que tem dinheiro sobrando, talvez fosse preconceito meu. Mas tenho que confessar, tenho certo pavor de estereótipos confirmados e, principalmente, do jeito sem noção do brasileiro.

A viagem era sem acompanhante. Fácil imaginar aquele bando de tiozão sem a família bebendo e – sem nenhuma educação – secando a mulherada. Outra coisa, “all inclusive”, o que acho super justo. Mas daí a ficar oferecendo cerveja, bebida e comida para outras pessoas com a justificativa que “já está pago, aproveita”, me faz achar que é melhor dar bônus em dinheiro para não ver essas pessoas serem os embaixadores da empresa em lugares público.

Outra coisa, modos! Primeiro, que sem fazer nenhum esforço, qualquer biquíni brasileiro já chama atenção por si só. Depois, não basta aparecer ou fazer baixaria, o legal é contar: ficaram até tarde da noite na piscina cantando e sambando (de maiô /  biquíni). Ainda por cima, ficam fazendo brincadeirinhas com uma das vendedoras (a mais nova, 30 e poucos anos, Sheila Carvalho no início do Tchan) – a qual deixa e acha graça – dizendo que conquistou um senhorzinho gringo na noite anterior sambando. Detalhe, enquanto falavam, olhavam para o gringo, que parecia o avô do Russo (Chacrinha). Ele pode não entender o que está sendo falado, mas claramente conseguia entender que ele era o alvo da piada.

DIário do Grande ABC

Todos muito simpáticos, mas o ponto é comportamento e pequenos deslizes que refletem a falta de ética porque o valor básico das coisas do dia a dia não é claro. As culturas são diferentes, mas bom senso não. Dói muito ser julgado por atitudes como essas, que infelizmente fazem o estereótipo do brasileiro para o resto do mundo. Carnaval, Bunda e Futebol. Viva o país da copa.

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Sobre Hearts and Minds

Avessa a mudanças, tive a grata surpresa de descobrir que tudo pode mudar. Menos as coisas mais importantes da vida. Porque aquilo que não toca no coração, não fica na mente.

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